O glúten é uma proteína presente no trigo, no centeio, na aveia, no malte e na cevada.
Ele é responsável, por exemplo, por dar maciez aos pães. O problema é que os portadores da chamada doença celíaca têm dificuldade em digeri-lo.
Quando o glúten chega ao intestino dos celíacos, anticorpos impedem o órgão de absorver essa e outras proteínas – além de carboidratos, vitaminas, ferro e cálcio.
Os nutrientes são eliminados pelas fezes e a pessoa fica com deficiências nutricionais graves. A doença é genética e o sintoma mais comum é uma diarréia crônica.
Uma vez constatada a doença, deve-se excluir da alimentação qualquer produto com glúten.
Uma pesquisa de 2007 da Unifesp analisou o sangue de 3 mil pessoas e constatou que 1 em cada 214 indivíduos sofria da doença, um número alto.
Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece que os alimentos devem indicar na embalagem a presença ou não do glúten.
A saída para os celíacos é comer alimentos com outros tipos de farinha, como a de mandioca, a de milho ou polvilho.

